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Sem medo de ser feliz

Desde que resolvemos fazer o Blog do Ciclos da Vida, venho me perguntando por onde começar.

Pensando no que escrever, lembrei que tive muitas ideias nos dias em que estava meio “pra baixo”. No entanto, em fase atual meio “pra cima”, fiquei de repente sem assunto! Uau, sem assunto porque estou “pra cima”, como se assuntos “pra cima” fossem frívolos!

Que paradoxo! Então, ficar “pra cima” será o assunto que inaugura minha presença no nosso blog.

Esse estar “pra cima” não é um estado de euforia, estar rindo à toa, ou dado por um grande amor para chamar de seu, com dinheiro sobrando, uma casa ou carro novos, estar no aeroporto embarcando para uma volta ao mundo. Mas sim um estado de calma, de paz com a vida, de plenitude. É acordar sorrindo – mesmo com dúvidas, incertezas e limitações estampadas bem na minha frente, inclusive no jornal que, nesses tempos, nos faz chorar antes de ler.

Tento encontrar de onde vem esse “estar de bem com a vida”, e olha que tenho atravessados algumas situações bem desafiadoras recentemente. Acho que consigo ver parte das respostas e aí vai uma delas.

O que me vem à mente e ao coração é ter compreendido, genuinamente, que a felicidade não é um estado contínuo ou algo gigante, mas sim constituída de momentos felizes, pequenos ou enormes – já lemos isso mil vezes, então onde está a novidade? Talvez o meu pulo do gato tenha sido reconhecer que esses momentos mágicos estão acontecendo sempre, de deixar que eles aconteçam e desfrutá-los – apesar de tudo, pois o nosso lado sombra não parou para sermos felizes, ok?

Note a palavra genuinamente: não falo da teoria da felicidade, de uma fórmula. É genuíno porque é meu, meu sentimento, algo que deixei entrar na minha alma, que entendi que me pertence, que está acessível a qualquer tempo pois está guardado em mim. Algo que para ser meu teve que percorrer um longo caminho de descobertas, negações, brigas internas e externas, choros e risadas, erros e acertos, de tentar entender o que os momentos “pra baixo” estavam me dizendo – um caminho desafiador e que provavelmente continuará assim por todos os meus dias, até o fim.

Esse processo foi possível pois quando pesquisei minha história de vida, minha biografia, para ver o que conectava essa gangorra que ora estava “pra cima” e ora “pra baixo” (“pra baixo” com muito mais lembranças), fui concluindo que viver é isso aí!
Transitamos sempre entre em cima e em baixo, o claro e o escuro, o medo e a coragem, a tristeza e a alegria; não tem como ter um sem o outro. O nosso caminho se faz entre essas polaridades, é onde encontramos o azul do céu e beleza da terra, cores, força e paz, inclusive o medo necessário para nos proteger – mas não paralisar. Daí sairá nossa felicidade, temperada pelo que somos e pelo que é genuíno para nós.

Então, aos poucos, me apropriei da possibilidade de viver sem medo de ser feliz, nem de dizê-lo, nem de agradecer por tudo o que vivi, nem de escrever ou falar sobre isso, nem de guardar essas lembranças em uma caixinha de joias muito preciosas, mas uma caixa de tampa aberta para que o brilho dessas joias continue irradiando.

Tudo isso foi descoberta pessoal, consciente, não algo que alguém me contou, e foi acontecendo aos poucos. Por isso passou a fazer parte da minha vida. E continuará comigo por todos os dias, até o fim.

Aqui lanço um desafio: você se lembra de pelo menos 3 eventos recentes que te trouxeram felicidade, leveza, realização ou alegria genuínas, daquelas que a gente sente na alma? O que significaram para você?
Algo conecta estes eventos dentro de você?

Publicado em: 2 de setembro de 2018 por

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Escrito por:

Mônica Motta: Aconselhadora biográfica do Grupo Ciclos da Vida. Atuária (Previdência Privada), Coach Financeiro e Consultora em Planejamento Econômico individual e aposentadoria.

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